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Abuse da diversão não do álcool

Categoria: // 18/02/2020

O Carnaval está chegando. É tempo de comemorar as diversidades, de extravasar e se divertir com os amigos. Mas também é tempo de abrir os olhos e ficar ligado no consumo de bebidas alcoólicas, um assunto que vem causando preocupação entre os profissionais da saúde. Segundo os números da Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de álcool por brasileiros acima de 15 anos acelerou em uma década: se em 2006 o consumo per capita anual era de 6,2 litros de álcool puro, em 2016 essa média pulou para 8,9 litros. O aumento foi de 43,5%, posicionando o Brasil como o quinto país com maior consumo de álcool em todo o continente, ficando atrás apenas do Canadá.



É neste momento que o apoio psicológico e o esclarecimento sobre o tema se tornam essenciais para o jovem entender os malefícios do álcool, mesmo sendo uma droga lícita. A transição da infância para a adolescência e da adolescência para a vida adulta traz mudanças significativas para a vida de uma pessoa, físicas, mentais e sociais. Alguns especialistas apontam que as propagandas, o baixo custo e estímulo da sociedade, despertam o interesse em experimentar e conhecer os efeitos que a bebida causa. Além disso, o álcool traz a sensação de pertencimento a um grupo e também é usado como ferramenta para diminuir a timidez e a ansiedade. Uma verdadeira válvula de escape para fugir dos problemas, amenizar as dificuldades e evitar o sentimento de dor.



Segundo o estudo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), 32% da população brasileira bebe de forma moderada, e 16% tem um comportamento de consumo nocivo. Justamente por causa desses índices, o Brasil transformou o 18 de fevereiro no Dia Nacional do Combate ao Alcoolismo.



Para o Ministério da Saúde é considerado ‘uso abusivo de álcool’, a ingestão de quatro ou mais doses entre as mulheres e cinco ou mais doses entre os homens, em uma mesma ocasião, nos últimos 30 dias. Mas, de qualquer modo, o consumo de bebida alcoólica pode trazer danos imediatos ou de médio a longo prazo. O uso abusivo de álcool é uma pauta intersetorial e um fator de risco que influencia negativamente dois aspectos: aumento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) e o aumento de agravos, como acidentes e violência.



De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existe volume seguro de álcool a ser consumido. O produto é tóxico para o organismo humano e pode provocar doenças mentais, diversos cânceres, problemas hepáticos, como a cirrose, alterações cardiovasculares, com risco de infarto e acidente vascular cerebral e ainda, a diminuição da imunidade. Em todo o mundo, mais de 3 milhões de homens e mulheres morrem todos os anos pelo uso nocivo de bebidas alcoólicas. Ao todo, 5% das doenças mundiais são causadas pelo álcool.



Dados inéditos de mortalidade do Ministério da Saúde apontam que 1,45% do total de óbitos ocorridos entre os anos de 2000 a 2017 estão totalmente relacionados à ingestão abusiva de bebidas alcóolica. Quando verificado o número de mortes entre os sexos, os homens morrem aproximadamente nove vezes mais do que as mulheres por causas atribuídas ao álcool. Isso sem falar em acidentes, abusos e outras causas parcialmente atribuídas ao álcool.



Curta seu Carnaval com responsabilidade e ajude a conscientizar outras pessoas sobre os efeitos e malefícios do álcool.